quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Entre Amigos ou melhor meus amigos

Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.




Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.



Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contruído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.



Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.



Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.



Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.



Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.



Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.



Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.



Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.



Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém. eu tenho quatro.....
Sou Feliz.......

Máscaras.....

Eu penso todos os dias como é dificil aguentar certas coisas, ou melhor vc tem que vestir uma máscara e fingir. Vou afirmar que a máscara existe quando uma identidade quer encenar, claro, mas que o movimento que analiso é anterior: o processo incessante de criação de identidades a partir de nossa base livre e o modo como sofremos na medida em que esquecemos da base e nos vinculamos apenas com as identidades. Sempre vamos atuar como identidades, mas podemos ser livres ou não. Esse é o ponto. É nesse sentido que digo que “não devemos acreditar em nós mesmos pois estamos sempre atuando”. As noções de máscara, rótulo e essência são completamente descartáveis.
“When I stop trying to become something, I discover that I am everything.” [quando eu paro de tentar me tornar algo, eu descubro que sou tudo]...
bjus.....

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Use Somebody..........

Eu sempre soube que amar vc seria difícil.. Mais a pior parte foi a que não te vejo mais... .


Eu tenho andado por aí
Sempre menosprezando tudo que vejo
Faces pintadas, preenchendo lugares que não posso alcançar

Você sabe que eu posso usar alguém
Você sabe que eu posso usar alguém

Alguém como você, e tudo que você sabe, e a maneira que você fala
Amantes incontáveis disfarçados nas ruas

Você sabe que eu posso usar alguém
Você sabe que eu posso usar alguém
Alguém como você

Pela noite, enquanto você vive, eu vou dormir
Começando guerras para sacudir o poeta e a batida
Espero que faça você notar
Espero que faça você notar

Alguém como eu
Alguém como eu
Alguém como eu, alguém

Alguém como você, alguém
Alguém como você, alguém
Alguém como você, alguém

domingo, 7 de fevereiro de 2010




scrapsmil.com gifs e frases

Entender


"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."